Lançamentos do mês de Julho da Editora Rocco

Olá leitores,tudo bem?

Início de mês,hora de divulgar os Lançamentos do mês de Julho,confiram:


Adultos




KINGMAKER - UMA JORNADA NO INVERNO - Toby Clements


Capa do livro Kingmaker - Uma jornada no inverno Uma jornada no inverno abre a série Kingmaker com uma narrativa repleta de fogo, neve e sangue. Em seu primeiro e aclamado romance histórico, Toby Clements recria de maneira meticulosa os tempos mais caóticos e violentos de todo o passado inglês: a segunda metade do século XV, período marcado pelo conflito civil que ficou conhecido como Guerra das Rosas. Cruzando mares, montanhas e campos de batalha, o leitor acompanha um monge e uma noviça em fuga por um universo de crueldade regido pela fome e as intempéries – a Europa medieval. O resultado é um romance histórico vívido e brilhante, perfeito para fãs de Ken Follett ou Bernard Cornwell. 

Em 1460, nas primeiras horas de uma manhã gelada, o cônego Thomas recebe a missão de acabar com o sofrimento da raposa que, presa em uma armadilha do outro lado do rio, fez seu grito ecoar por todos os cômodos do monastério durante a madrugada. Porém, em meio ao bosque, não muito distante do corpo agonizante do animal, ele avista duas freiras sendo atacadas por homens a cavalo. Ainda que atabalhoadamente, vestindo batina e tamancos, Thomas consegue salvá-las. Ao mesmo tempo, acaba selando seu destino e o da jovem irmã Katherine: jurados de morte e acusados de comportamento lascivo, não veem alternativa senão fugir. 
 
Longe da clausura, eles só encontram hostilidade, medo e tragédia. A Inglaterra, dilacerada após a Guerra dos Cem Anos, foi dominada pela barbárie. As terras britânicas se tornaram cenário de sucessivas tramas e conflitos pela conquista do trono, disputado na ponta da espada entre as famílias reais de York e de Lancaster. Nesse contexto, para além de descobrir as liberdades – e respectivas privações – mundanas, Thomas e Katherine são obrigados a literalmente lutar pela sobrevivência. 
 
Marcado por peripécias e surpresas, Uma jornada no inverno, ao longo de suas mais de 500 páginas, mantém um ritmo implacável sem jamais abdicar da verossimilhança e do respeito aos fatos. Mais do que isso, Toby Clements exibe apuro estético ao reconstituir os detalhes daquela época – combinações de palavras escritas se transformam em sons, texturas e aromas (embora nem sempre dos mais agradáveis) próprios do mundo quatrocentista. O autor é ainda capaz de escapar da perspectiva da nobreza para priorizar o ponto de vista das pessoas comuns, dando um sentido épico aos tormentos e provações de uma nada pacata vida cotidiana. Trata-se de uma ode à resiliência humana, que, mesmo brutal e impiedosa, não falha em seus objetivos de empolgar e fascinar. 


O ÚLTIMO POLICIAL - Ben H. Winters


Capa do livro O último policialO fim do mundo tem data marcada. Então por que continuar investigando assassinatos e outros crimes? O detetive Hank Palace tem que encarar esta questão quando o asteroide 2011GV1 aparece nos radares terrestres. Não existe mais chance, esperanças, apenas seis meses o separam da data do impacto. Ganhador dos mais importantes prêmios literários – o Edgar dedicado à literatura policial e o Philip K. Dick voltado para ficção científica –, O último policial é o primeiro de uma surpreendente trilogia apocalíptica. 
 
Os astrônomos terrestres descobrem que um gigantesco asteroide está em rota de colisão com o planeta. Em apenas seis meses a Terra será devastada. E esta descoberta deixa o mundo em frenesi. No caos que se instala, o recém-promovido detetive Hank Palace é chamado para investigar um suicídio (fato corriqueiro neste novo mundo perto do fim), mas alguns elementos estranhos na cena do crime e no passado do morto levam o detetive a questionar o veredito. 
 
À sombra do asteroide 2011GV1, “carinhosamente” apelidado de Maia, Palace tenta juntar as peças e desvendar o estranho quebra-cabeça que envolve a morte de Peter Zell. Ao mesmo tempo que tem que equilibrar a conturbada condição da força policial de Concord, o detetive tenta arrumar sua vida pessoal nesses meses restantes – uma irmã problemática e a paixão fulminante por uma das suspeitas do crime.
 
O último policial é um fascinante retrato de um Estados Unidos pré-apocalipse, um lugar onde a economia foi para o espaço, colheitas apodrecem nos campos e igrejas, sinagogas e mesquitas estão lotadas. Pessoas estão abandonando famílias, empregos e partindo em jornadas de descobertas ou apenas partindo. Apenas Hank parece lutar contra o caos e manter sua posição, o último policial que ainda se importa.

PARAÍSO PERDIDO - Frei Betto
 

Capa do livro Paraíso perdidoComunistas, vermelhos, esquerdistas foram alguns termos cunhados pejorativamente sobre aqueles que simpatizavam com alguns dos conceitos-chave do socialismo. Ainda alvo de crítica era a postura ateísta dos regimes dos países socialistas, o que em alguns deles resultou na perseguição, repressão e controle das igrejas e crenças locais. Como conjugar religião – sem considerá-la o ópio do povo – e um regime que tem em sua base justamente o governo em prol do povo? Frei Betto tenta responder a essas e outras perguntas em uma série de textos – que vão do ensaio à crônica, do diário à reportagem – que registram um panorama do socialismo na visão dos dirigentes e da população de países que adotaram esse modelo em Paraíso perdido – Viagens ao mundo socialista

A coletânea reúne relatos de viagens e incursões de Frei Betto pelos bastidores dos países socialistas, de 1979 a 1992, período politicamente decisivo em termos internacionais, num cenário que mostrava a transição das ditaduras militares para uma democracia ainda sofrida na América Latina, o recrudescimento da Guerra Fria nos anos 1980, o enfraquecimento do socialismo – e a abertura de países-chave do regime como a China e a União Soviética para o mundo – e a adoção de um modelo político e econômico com viés neoliberal a partir dos anos 1990. 

Frei Betto foi espectador privilegiado e ator de acontecimentos importantes da política brasileira e internacional. De Cuba a Nicarágua, da China à antiga União Soviética, passando por países como ex-Alemanha Oriental e ex-Tchecoeslováquia, ele presencia arranjos políticos e atua fortemente na crítica e revisão da visão negativa da religião adotada pelos regimes socialistas. Tornou-se amigo de Fidel e Raúl Castro, esteve com Gorbachev, Lech Walesa e Hugo Chávez, questionou o ateísmo comunista e demonstrou o caráter libertador da fé cristã.
 
Cuba tem um destaque especial no livro. Foram mais de vinte viagens. Ali, Frei Betto se encarregou da difícil missão de aproximar Igreja e Estado. Um relacionamento que foi encorajado pelo próprio Fidel Castro. Suas viagens renderam uma longa entrevista – foram nada menos que 23 horas de conversa – com Fidel, que resultaram no livro Fidel e a religião
 
A dicotomia fé x ideologia permeia toda a narrativa. Para Frei Betto, é possível conjugar esses dois fatores vistos como antagônicos. Lúcido, Frei Betto sustenta suas críticas ao socialismo e tenta entender as razões do fracasso do modelo – como a estatização da economia, que não permitiu a modernização dos bens de capital e o monopólio do partido único, beneficente e paternalista, que inibiu os mecanismos de participação democrática e suprimiu o pluralismo político – mas sem abrir mão do que a ideologia tentou promover de positivo: “Admitir o fracasso completo do socialismo real é desconhecer suas conquistas sociais – sobretudo quando consideradas do ponto de vista dos países pobres ou em vias de desenvolvimento – e aceitar a hegemonia perene do capitalismo, que reserva a vastas regiões do planeta, como a América Latina, opressão e miséria.”
 
Paraíso perdido é um relato lúcido e corajoso do fim de uma era, escrito por quem não perdeu a esperança por um mundo melhor. 

O FUTURO DA MENTE -  Michio Kaku
 


Capa do livro O futuro da menteO real poder da mente é um dos maiores mistérios da humanidade. Como o cérebro funciona, as emoções, os distúrbios, a superação de problemas complexos e o que nos diferencia das outras espécies são apenas algumas das questões que surgem quando pensamos sobre o assunto. Michio Kaku elabora, em O futuro da mente, uma síntese profunda sobre a história das pesquisas sobre o cérebro, investiga tecnologias que permitem experiências como o registro de memórias e a gravação de sonhos em vídeo, além de esmiuçar formas alternativas de consciência como o uso de drogas e as doenças mentais. 

Físico mundialmente reconhecido e autor de sucessos como Hiperespaço e Mundos paralelos, Kaku analisa as questões relacionadas ao cérebro pelo viés da física, e mostra como muitos dos novos instrumentos de análise cerebral saíram dos laboratórios de físicos e abriram a perspectiva de um mapeamento criterioso da mente, além de explorar questões profundas como os conceitos de consciência e alma. O autor aborda também as relações entre os lados esquerdo e direito do cérebro, as profundezas da memória e a possibilidade da criação, em um futuro próximo, de um backup de nossas lembranças.

A saúde mental é um assunto fundamental em nosso tempo, onde a maior expectativa de vida e a chuva diária de estímulos e informações constroem um cotidiano mais estressado e complexo. Em O futuro da mente, Kaku vê nos avanços da neurociência um possível alívio para os atingidos por doenças mentais e acredita que entender o funcionamento do cérebro é prever o futuro, antecipando assim soluções importantes para o nosso bem-estar. Mesmo com todo o avanço tecnológico da humanidade, do telescópio à era espacial, o mapeamento cerebral por meio de aparelhos de imagem por ressonância magnética é muito recente, começando apenas nos anos 90 e trazendo muitas possibilidades de avanço nas próximas décadas. Michio Kaku acredita que ainda só começamos a entender a sofisticada atividade mental e mostra que o futuro da humanidade passa, inevitavelmente, por esse processo.



REDENÇÃO E SUBMISSÃO - NANA PAUVOLIH



Se no primeiro título da série Redenção lançado pela Rocco através da coleção Violeta, dedicada a títulos new adult, o foco era a relação do casal Arthur e Maiana, agora no segundo livro da trilogia, Redenção e submissão, Nana Pauvolih vira as atenções para Matheus Sá de Mello, um dos melhores amigos de Arthur, que manteve um amor platônico por Maiana, e que não acreditava que pudesse se apaixonar novamente.

Matheus, mais conhecido por Matt, forma com Arthur e Antônio o trio de amigos inseparáveis desde a infância. Já na adolescência, o grupo começou a descobrir os prazeres do sexo e da realização das fantasias frequentando o clube Catana. Matt se tornou um dos mais admirados e respeitados Dom, como são conhecidos os dominadores nos clubes de BDSM, sigla que envolve "Bondage, Disciplina/Dominação, Submissão/Sadismo e Masoquismo". Uma verdadeira máquina de sedução especializado em Shibari, a técnica oriental de imobilização, que deixa as submissas encantadas.

Matt sempre conseguiu levar a vida administrando o lado “oculto” com rotina de bom moço. Na adolescência, sentia-se diferente por ter prazer com as práticas sadomasoquistas. Estudou psicanálise, filosofia, dualidade emocional para tentar entender a si mesmo. Até que chegou a uma conclusão: não era anormal. Como todo mundo, possuía dois lados. O desejo de dominação e o prazer em ter uma mulher submissa de forma consensual não o impediam de ser um cara romântico, que sonha em casar e ter filhos.

Mas enquanto não encontra o par perfeito, Matt vai se divertindo no clube Catana. E é justamente lá que ele conhece Sophia, uma típica dominatrix, também apreciadora das práticas de BDSM. Ambos eram muito parecidos em seus desejos e vontades. A atração sexual latente era apenas a ponta do iceberg, que os unia e conectava. Coincidentemente, Sophia, uma bela morena que volta a morar no Rio de Janeiro após anos vivendo em Portugal, é a mais nova contratada da agência e operadora de turismo, VIATGE, de propriedade do pai de Matt, Otávio. 

O convívio diário dos dois torna-se uma imensa atração sexual. Não demora muito para descobrirem que um sentimento mais profundo está em jogo. Mas antes disso, segredos devem vir à tona e a troca de confiança se tornar uma realidade. O que será um processo difícil para Sophia, que ainda hoje não lida bem com traumas do passado. Mas Matt é conhecido pela persistência e resolve investir na relação depois de descobrir o poder de Sophia em despertar o que havia de mais intenso e desconhecido em seus sentimentos.

MUITA ALEGRIA, POUCA DIVERSÃO - Jennifer Senior



Capa do livro Muita alegria, pouca diversão
São muitos os manuais para a educação dos filhos e os livros que alertam para a influência dos pais sobre suas crianças, mas poucas obras se dedicam a pensar quais são os efeitos das crianças na vida dos adultos. A premiada jornalista Jennifer Senior, colaboradora de alguns dos mais importantes veículos da imprensa americana, faz essa reflexão de maneira brilhante em Muita alegria, pouca diversão, que chega ao país pelo Bicicleta Amarela, selo de bem-estar da Rocco.

Muita alegria, pouca diversão é um livro para a educação dos pais. A verdade é que muitos pais já deixaram as cartilhas de lado.  E se o fizeram, é porque criar filhos hoje é uma experiência nova e ainda não reunida em um livro em toda a sua dimensão (histórica, psicológica, cultural, social, financeira, educacional, e até biológica – principalmente levando-se em conta os fatores suporte de estresse e privação do sono). A autora avisa: “Espero sinceramente que pais e mães leiam este livro para se entenderem melhor e, por extensão, facilitarem as coisas para eles mesmos – mas não prometo muito no que diz respeito a dar qualquer conselho útil sobre a criação de filhos.”

Jennifer Senior baseou-se em pesquisas científicas de diversas áreas – história, sociologia, economia, psicologia, filosofia e antropologia, para escrever Muita alegria, pouca diversão.  Experimentar a maternidade e ouvir e ver as experiências de amigas também suscitaram perguntas e respostas sobre a criação de filhos. A experiência, a partilha e as referências acadêmicas foram depuradas umas nas outras, o que torna o livro uma fonte de informação equilibrada e atual. 

A autora divide o livro em fases e coloca o leitor diante dos desafios e das surpresas da paternidade e maternidade hoje: autonomia, casamento, simples dons, cultivo orquestrado, adolescência, alegria. Algumas das frases pronunciadas por Senior são duras, mas nenhuma tem o tom de sentença, apenas alertam e buscam possíveis caminhos para pensar.  No quinto capítulo, um exemplo: “Adolescência é a parte da criação dos filhos que todos sabem que não é divertida, o prolongamento da infância que Shakespeare descarta como inútil, a não ser para emprenhar empregadas, fazer maldades com os mais velhos, roubar, brigar, e que Nora Ephron acha que só podemos sobreviver a isso comprando um cão (para que pelo menos alguém na casa fique feliz ao ver você.).”

Após estudos sobre o comportamento dos pais e da sociedade em relação à paternidade e maternidade, a autora admite que é fácil chegar à conclusão superficial de que “crianças arruínam sua vida”. Mas muito além desta tragédia, Jennifer Senior consola o leitor citando o pesquisador americano William Doherty, que se referiu à criação dos pequenos como “uma atividade de alto custo e grandes gratificações”. 


AC ~

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